Responsável:
LIBERTOS Comunicação

Apoio:

• Coordenação. DST/Aids da Sec. Estadual da Saúde – MG
• Projeto Horizonte – UFMG

OBJETIVO 1

Após pesquisa informal junto às saunas de público homossexual de Belo Horizonte, constatamos uma grande carência de preservativos gratuitos nestes locais. Esta penúria já vem de longa data, na maioria dos estabelecimentos, o que os levou a comercializarem os preservativos.

Some-se a esta a realidade de que os profissionais do sexo que trabalham em muitos desses locais nem sempre estão dispostos a despender as quantias necessárias à sua prevenção, acrescentando-se ainda o fato de que muitos “clientes”, infelizmente, não se importam com a ausência do preservativo ou, em muitos casos, chegam a pagar mais por seu não uso, pois o preservativo pode lhes inibir a ereção.

Os preservativos.
Uma pesquisa prévia levou-nos ao número de 20 (vinte) preservativos/dia, em média, para cada estabelecimento. Temos 08 (oito) saunas na categoria GAY em Belo Horizonte neste momento, sendo que trabalhamos com 04 (quatro) nesta primeira fase do projeto.
Assim, são:
- 80 (oitenta) preservativos/dia;
- 400 (quatrocentos) por semana (considerando que os estabelecimentos têm, em média, dois dias na semana de freqüência praticamente zero);
- 1.600 (mil e seiscentos)/mês.
- TOTALIZANDO 9.600 (nove mil e seiscentos) preservativos para todo o projeto, que terá duração de 06 (seis) meses.

Após o início do projeto, constatamos a necessidade de efetuar as entrevistas também com os profissionais que trabalham nas ruas, parques e praças da capital.
Este material é distribuído semanalmente, para averiguação de seu uso e controle do projeto. A averiguação se dá em constantes contatos verbais com os proprietários dos referidos estabelecimentos e entrevistas relâmpagos com os usuários.

Nosso propósito é manter esses locais abastecidos do preservativo e, desta feita, inserindo-se a peça gráfica de um cartazete informando que tal material encontra-se à disposição no estabelecimento, e que é gratuitamente fornecido pela Coordenadoria DST/Aids da Secretaria Estadual da Saúde do Estado de Minas Gerais.

OBJETIVO 2

Paralelamente, elaboramos um questionário em conjunto com o Projeto Horizonte visando mapear os profissionais do sexo, não apenas os que operam nas saunas, mas também os que trabalham nas ruas, como salientamos anteriormente, incluindo-se aí os travestis.
O questionário indaga a idade, profissão, situação financeira, família e moradia, escolaridade, as formas de trabalhar o sexo, de se prevenir, se já sofreu violência sexual ou preconceitos e se já fez exame de aids, quando e onde. Se não fez ainda o exame, perguntamos se conhece o Projeto Horizonte, explicamos do quê se trata, como funciona e entregamos folheto com endereços de locais onde se pode fazer o exame.

Quando a ocasião permite, introduzimos uma conversa informal onde comentamos que sua profissão merece o mesmo respeito que qualquer outra e que ele pode desempenhá-la com dignidade. É quando perguntamos se ele gostaria de fazer um curso de conversação em Inglês, Francês ou Espanhol, à sua escolha, gratuitamente. Este foi o único momento em que pedimos seu apelido (ou nome) e um número de celular para contato. Apenas 18 (dezoito) se mostraram interessados, a maioria pretendendo a língua inglesa.

O projeto teve início em 22 de outubro de 2005.

A FASE 1 encerrou-se em 20 de janeiro de 2006.
A FASE 2 está em andamento. Nesta fase, o foco central será as travestis, com questionário diferenciado.

Pesquisadores:
Osmar Rezende e Wallison Madeira, da Libertos Comunicação,
Renan Carvalho, do Grupo Conceito.