PORQUE BOFES MATAM GAYS?


Por Luiz Mott


O Prof. Luiz Mott, da Universidade Federal da Bahia, decano do movimento homossexual brasileira, está fazendo um levantamento de temas que apontam razões de assassinatos de homossexuais por rapazes de programa e outros machões de plantão, comumente denominados "bofes", com quem os homossexuais assassinados travaram alguma forma de contato. A temática é complexa e há muito o que se estudar de forma a se evitar maiores violências contra o mundo gay. Analise os primeiros 13 pontos levantados pelo Prof. Mott e caso possa ajudá-lo com alguma temática mais, entre em contato diretamente com ele: luizmott@oi.com.br

· Tentação do latrocínio (matar para roubar) devido à fragilidade e vulnerabilidade do gay e à condição sócio-econômica inferior do bofe.
· Pânico homofóbico decorrente de egodistonia de orientação sexual: ódio dos homossexuais.
· Afirmação da masculinidade e heterossexualidade ameaçada pelo contacto e prazer homoeróticos.
· Destruição do parceiro e testemunha de "pecado" homoerótico ou passividade sexual.
· Desentendimento no pagamento dos serviços sexuais.
· Vingança contra humilhação e mau trato recebido do gay.
· Ritual inconsciente de purificação, lavando com o sangue da vítima a "sujeira" e vergonha da relação homoerótica.
· “Legítima defesa da honra”, auto-defesa para evitar fazer sexo à força, resistência à passividade ou inversão de papéis sexuais.
· Vingança por traição, ciumes, crime passional contra infidelidade.
· Violência praticada sob efeito de drogas.
· Violência generalizada do mundo atual.
· Bofe já tinha antecedentes criminais com violência e homicídio.
· Bofe apresenta tendências psicopáticas.

"Viado tem mais é que morrer!"
(ditado popular brasileiro)

A homofobia dos gays

Existem mesmo gays que têm preconceito de gays?
Por Diego Cardoso .

É paradoxal. Nós gays sentimos desde muito cedo a força destruidora de que o preconceito é capaz e ainda assim insistimos em discriminar aqueles que são diferentes.

Sábado passado, almoçava com meu namorado num shopping em São Paulo conhecido pela grande quantidade de gays que freqüentam o local. De fato, é tanto gay que até parece dia de parada. Como qualquer casal apaixonado, trocávamos beijos e abraços enquanto o vai-e-vem de pessoas não cessava.

Qual não foi a surpresa ao notarmos que muitos dos gays que passavam em nossa frente lançavam olhares enviesados em nossa direção. Olhares de reprovação mesmo. Gays homofóbicos? Pois é.
Grande parte dos homossexuais que se diz “fora do meio” simplesmente não se contenta com apenas escolher o que é melhor para as suas vidas. Para esse nicho, gays assumidos mancham a reputação da “classe” e todos devem ter “respeito” pelos demais (leia-se heterossexuais).
Ora, enquanto nos debatemos na poça rasa dos poucos direitos até agora reconhecidos, essa ala conservadora da comunidade gay reza para que as coisas continuem do jeito que estão. Nada de mudanças. Gay conservador e preconceituoso? Sim, isso existe.

Esses mesmos algozes são aqueles que desprezam os “efeminados”, “gordos”, “feios”, “negros”, “orientais” e tantas outras “espécies” que compõem o mosaico cultural e social em que estamos inseridos.

A diversidade sexual humana é vasta, não pode ser definida tão-somente em cara e coroa. Simplista e burra definição. Se você sente-se mais feminino do que masculino, que assim seja. Prefere ser passivo a ativo? Alguém tem que fazer um dos papéis, certo? Não quer nem passar perto da academia? Ótimo: muitos caras gostam dos “fora de forma”.

O que não dá para entender é como pessoas que são discriminadas diariamente, seja no trabalho, na escola, e até mesmo nas academias, agem exatamente da mesma forma quando o assunto é diversidade.
Renegando sua natureza, esses “machões” renegam a si próprios e, provavelmente, nunca viverão uma vida plena de felicidade. Nunca encontrarão o amor, pois o amor.. Esse não escolhe raça, posição social e nem aparência física para aparecer.

Fonte: http://acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=1281