Há riscos de contaminação na prática de sexo oral? Como evitá-los?


Por Maite Schneider

Sim, há riscos! E são de dois tipos: por microorganismos que não causam doenças (os não-patogênicos) e por microorganismos que causam doenças (os patogênicos).

Uma boca possui cerca de 2 bilhões de microrganismos por gota de saliva. Uma gota de suco genital possui cerca de 500 mil microrganismos.

Entre os principais, o mais perigoso e o de maior importância atualmente é o HIV. Este vírus é mais facilmente transmitido através de sexo anal e vaginal sem camisinha, do uso de objetos injetáveis compartilhados e no parto, de mãe para filho.

No sexo oral, o risco é menor -- mas ainda existe! O Serviço de Laboratório de Saúde Pública do Reino Unido estima que entre 1% e 3% dos casos de transmissão de HIV resultam de sexo oral.

É possível ainda pegar facilmente outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como sífilis, herpes e gonorréia. Durante o período menstrual os níveis de risco aumentam, pois as células que contêm o HIV são expelidas pelo colo e, por isso, são mais facilmente encontradas nos fluidos vaginais juntamente com o sangue.

Alguns cuidados devem ser tomados como:

· Fazer sexo oral com proteção, usando camisinha nos homens e o ‘dental dams’ (quadrados de látex reutilizáveis após serem lavados com sabão neutro) nas mulheres.
· Cuidados com a saúde bucal são importantes, pois a probabilidade da transmissão do HIV é maior se a gengiva apresentar sangramento como nos casos de cortes, aftas e esfoladuras. Uma prática interessante é não escovar os dentes antes de fazer sexo oral.
· Escolha criteriosa de parceiros (as).
· Controle clínico e laboratorial periódico próprio e dos parceiros.


Como higienizar e manter escovas de dentes livres de bactérias?


Geralmente as escovas de dentes apresentam a mesma flora microbiana da boca do usuário e podem conter diferentes tipos de bactérias provenientes da cavidade bucal ou do meio ambiente, como Streptococcus mutans (um dos possíveis causadores de cárie), leveduras, vírus e até mesmo parasitas intestinais.

A aplicação de um anti-séptico, o gluconato de clorexidine 0,12% ou o cloreto de cetilpiridínio 0,05% é também um método eficaz na eliminação das bactérias que causam a cárie e pode ser adquirido facilmente em farmácias de manipulação.

Após a desinfecção, a escova deve ser conservada em local fresco, dentro do armário do banheiro e antes da próxima utilização, deve-se lavar a escova em água corrente.

Indivíduos sadios devem trocar suas escovas a cada 3 ou 4 meses. Os indivíduos com gripe ou outras doenças infecciosas devem trocá-las no início e após a cura.

Evitar:

· O uso de escovas de dentes não pertencentes a você assim como a troca de escovas.
· O contato entre as escovas, mesmo da mesma família.
· Apertar descargas com a tampa aberta, pois pode haver a formação de um spray que ficará no ambiente por cerca de 2 horas levando à contaminação da escova por microrganismos fecais