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DONIZETE DOS SANTOS
Nascido em 16 de novembro, em Tiros, MG, esse escorpiano passou por Goiânia, Imperatriz e Rio de Janeiro antes de se fixar em Belo Horizonte, há 25 e cinco anos.
Durante esta curta entrevista, Donizete se mostrou bastante objetivo em suas respostas, e sem rodeios já vai direto ao cerne da questão. Foi assim que nos disse ter completado o 2º grau e em seguida “parti pra vida”.
Como começou esta história de Carnaval?
- Foi na época em que eu era petequeiro e patinador. Não me lembra quem convidou nossa turma de rapazes e moças a formar uma ala para a escola de samba Canto da Alvorada. Acho que foi em 83, nunca fui muito bom com datas. Daí pra frente tomei gosto e comecei a confeccionar minhas próprias fantasias.
E os concursos?
- Depois que comecei a mostrar meu trabalho teve início uma série de convites para ser destaque em várias agremiações, o que acabou me levando a participar dos saudosos concursos de fantasia no Chico Nunes e no Sírio Libanês. Ô época maravilhosa! (neste momento, Donizete estampa um radiante brilho nos olhos). E então, obtive o 1º lugar em inúmeros desses concursos.
No interior do Estado participei cinco anos do Carnaval de Congonhas.
O maior prazer que o Carnaval lhe proporciona?
- Sem dúvida, é quando a gente veste a fantasia, sobre no carro ou põe o pé na avenida e entra naquele clima inebriante. Aí, tudo de ruim se apaga e alegria se ilumina à nossa frente. É mágico!
Agora, se você tivesse me perguntado qual foi o maior prazer que o Carnaval me proporcionou, diria que foi quando de um “namoro sério” que tive no galpão da escola de samba Cidade Jardim (aqui, um sorriso malicioso escorrega safado por sua boca).
Um projeto para o Carnaval.
- Meu maior sonho é conquistar um patrocínio para montar uma fantasia exatamente do jeito que concebi, pois, com a falta de recurso, a gente acaba improvisando e a coisa não sai propriamente como o sonhado.
Já, ganhar o campeonato não é tão bom quanto estar e se sentir bem numa escola.
Que tal o trabalho com o GRES Unidos do Arco Íris?
- Está sendo uma convivência muitíssimo agradável. Tenho conhecido gente nova, de outro nível, e isto é muito envolvente. Além do mais, a proposta de enredo da escola para 2006 é bastante criativa, uma visão diferente da história. A única coisa chata é esse pessoal do mundo oficial não reconhecer o trabalho das agremiações, negando o tão imprescindível estímulo que é o apoio financeiro direto.
Vamos partir para um ping-pong.
Se fosse uma drag, que nome teria?
R - Ephigênia Cavallieri.
Sonho de consumo.
R - Como só posso dizer um, vá lá o Malvino Salvador.
Quem levaria para uma ilha deserta?
R - O jogador Kaká.
Quem deixaria lá para sempre?
R - Lula.
Deus.
R - Tudo
Amor.
R - Não conheço. Nunca experimentei.
Paixão.
R – Gosto muito de sentir.
Amizade.
R – Pode ser que exista, deve ser muito bom.
Aids.
R – Pavorosa.
Religião.
R – Católico, mas freqüento o Espiritismo.
Futebol.
R – Não curto.
Drogas.
R – Já usei, mas não ta com nada.
Uma música.
R – Todas do Zeca Pagodinho.
Um livro.
R – “O Livro dos Espíritos”, de Alan Kardec.
Ídolo.
R – Deus.
Cantora.
R – Tony Braxton.
Cantor.
R – Ney Matogrosso.
Na TV.
R – José Mayer e Glória Pires
No cinema.
R – Tom Cruise e Julia Roberts.
Perfume.
R - Biografia, da Natura.
Bebida.
R - Cachaça e cerveja.
Um recado.
R – Viva a vida com bastante alegria e muito cuidado.
Quem é Donizete?
- Uma pessoa simples que batalha muito e ama a vida com tudo que ela tem.
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