|
|

QUEM É A FAMÍLIA ROLIM?
A criação de mamulengos com materiais que iriam para o lixo era uma brincadeira para Mestre Rolim. Porém, ambientalista nato, ele percebeu que além de resgatar a cultura popular e apresenta-la às novas gerações, ainda poderia colaborar com a preservação do meio ambiente. Então a brincadeira ficou séria mas, continuou divertida. Começou com peças pequenas e foi aumentando a produção e o tamanho das peças à media em que aumentava a demanda. A esposa Aparecida e as duas filhas Miriam e Lélia também foram se envolvendo na brincadeira, que conta ainda com dois assistentes.
A técnica do papel machê utilizada para a confecção das peças foi sendo aprimorada até chegar a uma receita nova, barata, não tóxica e mais resistente que as demais.
Não há uma regra para as feições, formas, função, cores das peças. A única constante é a utilização de material que iria para o lixo. Passado (resgate da cultura) e futuro (preocupação com o planeta das próximas gerações) se unem no presente.
Além dos mamulengos (de 2 centímetros a 4 metros de altura) também são criadas máscaras, objetos de decoração, cenários e móveis, vendidos para todo o Brasil e exterior. Hoje, já são quase 30 anos de trabalho.
Não só a confecção de bonecos articuláveis preenche a vida dessa Família. A contação de histórias com a participação dos bonecos e as oficinas para difundir a técnica para outras pessoas fazem parte do repertório, atendendo a escolas públicas e particulares, encontros ambientais e pedagógicos e apresentando em espaços tradicionais ou alternativos.
EXPORTANDO BONECOS
(extraído de matéria de Ivana Andrade no Diário do Comércio – 21/07/05).
Em busca de uma atividade que complementasse a renda familiar é que o ex-garçon José Rolim descobriu a arte de modelar bonecos de papier-maché. O artesão, mais conhecido como “Mestre Rolim”, tornou-se um microempresário e hoje já exporta suas criações para a Alemanha.
Sem revelar números, já que o negócio é incipiente, ele afirmou apenas ter enviado já três remessas de marionetes para aquele país. Essas vendas começaram há três annos.
Seus trabalhos são comercializados principalmente na barraca da feira de artesanato da avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte (sua paixão – o endereço da barraca é: setor F, bloco 7, barraca 17).
Ao todo, são mais de 200 modelos confeccionados em materiais recicláveis, como papelão, plástico e sucatas em geral.
Hoje ele trabalha apenas com encomendas. “Os pedidos são tantos que chegamos a recusa-los, infelizmente”, ressalta.
Rolim diz que, por serem pedagógicos, os bonecos despertam o interesse de educadores e teatrólogos. “Também produzimos bonecos utilizados em diversas manifestações, como o Carnaval. Todos têm boa saída”, pondera o artesão.
A família criou um grupo de teatro de boneco com apresentação de marionetes, fantoches e estórias.
De acordo com o mestre, as apresentações se tornaram um bom nicho de mercado. “É uma forma de ganhar a vida brincando. Quer algo melhor?”.
Como prova de que a atividade tem gerado bons frutos, o artesão informou que está construindo um galpão em casa, no bairro Jardim Alvorada (região Noroeste de BH), onde os trabalhos serão executados em melhores condições.
Além disso, Rolim também abrirá duas lojas, onde os produtos serão expostos e comercializados. Ao relembrar a trajetória profissional, ele enfatiza que houve uma grande evolução em termos de confecção de bonecos. Por volta de 1975, eles começaram a ser produzidos de forma simples, sem muitos detalhes. Como passar dos anos,os bonecos foram sendo trabalhados em papier-maché ganhando mais representatividade e cores atrativas.
“Nos últimos dez anos, nossos bonecos vêm ganhando uma repercussão interessante”, disse.
O tempo de produção de um boneco varia de acordo com o modelo. O porte grande, por exemplo, é condicionado num prazo de um mês. “É preciso muita dedicação para qu eo boneco ganhe um aspecto bonito e atraente”, observa o artesão.
Página do Mestre Rolim na Net: http://www.mamulengosrolim.hpg.ig.com.br
|
|